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Museu nacional de artes plásticas da República Sakha (Yakútia)

02.07.2012 14:08
A República Sakha (Yakútia) é a maior divisão federal da Federação Russa, um território que possui os mais diversos recursos naturais e um dos sujeitos mais importantes, - no plano econômico, - da Rússia. Os povos da Yakútia conseguiram não somente tornar habitável esta terra gélida, mas também criaram nas condições climáticas extremas uma cultura única, a que é inerente uma forma supersensual da concepção artística do mundo, encarnada na poesia épica "olonkho", na música "vargana" e na arte decorativo-ornamental.
Os objetos de usos e costumes antigos guardam a informação que se estratificou durante séculos e encerra as funções utilitária e simbólica. Quer se trate da talhadura em madeira ou em presa de mamute, da costura, do bordado ou de um artigo de metal ou de casca de bétula - cada objeto traz um marco visível do otimismo inato do povo, a estética do seu raciocínio espacial, cujas fontes remontam para o modelo do universo tradicional.

O Museu Nacional de Artes Plásticas desempenha um importante papel na atual área cultural da república.

A base da coleção do museu foi constituída por 27 obras de artes plásticas que a Galeria Estatal "Tretiakovski" tinha doado a esta república no longínquo ano de 1928. Era um conjunto de amostras da pintura russa da segunda metade do século XIX - princípios do século XX. Pode-se apontar entre estes quadros a pequena paisagem "Outono avançado" de Issaak Levitan com autografo do seu irmão, o que confirma que esta obra de arte é realmente um pincel do famoso artista; estudos de Vladimir Polenov da sua "série palestina"; natureza morta "Ramalhete" de Konstantin Korovin, pintado com o máximo de largura e liberdade em 1908, - uma obra que reflete os traços característicos do "impressionismo russo", assim como dois retratos - duas imagens femininas atraentes - a "Dama de preto", de Konstantin Makovski, pintado em 1864, e o "Retrato de Elena Sneguireva", uma obra de Vladimir Makovski, datada de 1897, doada pela galeria "Tsvetkovskaia". Devido aos seus méritos artísticos e prestígio dos seus autores estas obras marcaram logo desde início o nível qualitativo que determinou em grande parte a ulterior via de formação da coleção.

A idéia de abertura de uma galeria de artes na cidade de Yakutsk pertence à Associação de Pesquisas Científicas "Sakha Keskile", que congregava entusiastas de estudos etnográficos locais, pintores e pesquisadores. A atividade criadora da associação era excepcionalmente intensa: em 1925 foi proposto um projeto de abertura da Galeria de Artes; em 1926 foi organizada a exposição de artes plásticas; em 1927 a questão de abertura da galeria foi examinada pelo governo da República Soviética Autônoma de Yakútia. A Comissão da República de Yakútia, encarregada disso, achou que era preciso incluir no trabalho de formação do museu o pintor Lebedinski, mantenedor da Galeria de Artes de Irkutsk, e este artista empenhou-se com o máximo de fervor na aquisição dos quadros dos pintores siberianos. Chegou a pintar, ele próprio, para a galeria de Yakutsk, a paisagem em forma de painel "Local de desembocadura do rio Aldan no rio Lena". Esta obra foi concluída em 1928. Eis um trecho de uma das suas cartas, enviadas de Irkutsk: "Esta atividade é tão interessante, arrebatador e responsável que ocupa involuntariamente todo o tempo livre, que corre duas vezes mais rápido". É interessante que alguns quadros dos pintores siberianos foram adquiridos à custa de doações individuais dos habitantes de Yakutsk.

Assim começava o nascimento do futuro Museu de Artes Plásticas da república. O governo da Yakútia e a associação "Sakha keskile" faziam o máximo de esforços a fim de alcançar o objetivo comum - criar a galeria nacional. Infelizmente, os problemas financeiros adiaram por muitos anos a realização do projeto mas foi resolvido abrir uma exposição de quadros junto do Museu de Etnografia Local.

A base da coleção do museu é constituída por obras de arte que vieram dos fundos de reserva dos outros museus. Em 1954 e 1955 dos fundos de reserva do Museu de Artes dos Povos do Leste veio uma coleção pequena, mas interessante, de objetos plásticos miniaturados de bronze e de osso, de objetos de porcelana, objetos com esmalte incrustado, de pinturas feitas nos pergaminhos por mestres do Japão, China, Tibete e Mongólia nos séculos XVII- XX. Despertam um interesse especial a escultura miniaturada popular do Japão, - a famosa "netske" e a entalhadura filigranada da China. A seção de arte oriental continua sendo completada à custa de doações e aquisições do museu.

Uma pagina brilhante na atividade museica da república foi a entrega gratuita em 1962 de mais de 250 obras da arte da Europa Ocidental dos séculos XVI - XIX que pertenciam à coleção familiar do eminente cientista yakut, doutor em ciências econômicas, catedrático Mikhail Gabichev, anos de vida 1902 - 1958. Pode-se apontar à parte no quadro desta coleção as obras dos mestres italianos Niccolo Regnier, Giovanni Battista Pittoni, dos pintores holandeses Aleksandr Adriansen e Frederico de Mucheron e excelentes retratos de um mestre desconhecido da Valônia do primeiro quarto do século XVII. Em 1970 na base dos quadros da coleção do professor Gabichev foi aberta uma filial, - o "Museu de Arte da Europa Ocidental". Em 1995 o museu foi transformado em "Galeria da arte estrangeira Professor Gabichev".

A coleção da arte russa, que deu início ao Museu de Artes Plásticas da Yakútia, continuou crescendo também nos anos posteriores. Gravuras, desenhos, aquarelas dos artistas dos séculos XVIII - XIX e obras de arte aplicada - a porcelana da Fábrica Imperial Russa e de outras empresas famosas, assim como objetos de prata com douradura e nigelo,- tudo isso veio completar harmoniosamente a coleção de pinturas.

A seção da arte do século XX, - a segunda maior em importância, - começou a desenvolver-se imediatamente depois da fundação do museu. Aí estão apresentadas obras de Konchalovski, Korin, Riajski, Ostroumova - Lebedeva, Favorski e Matveev. A coleção é completada cada década por novos objetos, que refletem os processos que decorrem na vida artística do país. Por exemplo, em fins da década de 80 do século passado - princípios da década de 90 o museu recebeu várias obras interessantes dos pintores que trabalhavam nas décadas de 20 e de 30 do século passado.

A seção da arte russa inclui uma coleção de artesanatos populares - objetos de osso de Kholmogori, brinquedos de Dimkovo e de Filimonovo, passarinhos feitos de lascas de madeira em Arkhangelskoie, miniaturas laqueadas, pinturas feitas na seda, porcelana, etc. A arte de ourivesaria é representada por toda uma variedade de técnicas e de materiais usados - metais não ferrosos, prata, pedras, esmalte.

A mais importante parte da coleção é a arte da Yakútia, cuja coleção se destaca pela plenitude e pela rigorosidade da seqüência cronológica. As vias de desenvolvimento da arte plástica profissional da Yakútia são complicadas e dinâmicas, elas refletem os conceitos filosóficos e estéticos do povo Sakha e a comunidade de tarefas e de buscas artísticas, que se afiguravam logo à primeira geração de artistas, empenhados em criar a sua escola artística nacional.

Na década de 70 a composição da coleção foi enriquecida pelas obras que retratavam um fenômeno original e especificamente único - "gravuras e litografias da Yakútia". Estas obras têm um aspecto nacional patente e se caracterizam pelo seu círculo de temas, pela estrutura metafórica e pela aplicação de mais diversas técnicas.

O processo artístico moderno está encarnado nas obras que levam o marco de polissemia do sentido da imagem. A alteração da concepção do mundo fez que os artistas apelassem mais à experiência da arte mundial, provocou a intelecção inunânime das realidades e o surgimento de um matiz nacional mais patente. Os jovens artistas, além de tratar de problemas atuais de toda a humanidade, interpretam de uma outra maneira o tema de relacionamento entre o homem e a sociedade, entre o homem e o meio ambiente.

O panorama de artes plásticas da Yakútia é concluído pela seção de arte popular e arte decorativa aplicada, que exibe excelentes objetos dos séculos XVIII - XIX, assim como obras de mestres modernos que continuam e desenvolvem as tradições da arte de urdidura com cabelo de crina de cavalo, de mosaico na pele, de bordado, de gravura e de nigelo nos artigos de prata, de entalhadura em madeira e em casca de bétula.

O objeto de um orgulho especial do museu é a coleção de entalhos em osso dos séculos XIX e XX. É um fenômeno cultural único quanto ao seu valor artístico e uma prova da originalidade do raciocínio étnico do povo yakut. A composição da coleção permite acompanhar a evolução deste artesanato, conhecido desde o século XVIII, as suas particularidades características - a plasticidade, a expressividade e o laconismo na seleção dos meios de representação. A variedade de objetos e de gêneros é grande - desde os porta-jóias tradicionais, taças decorativas, painéis e jogos de xadrez até composições que incluem numerosas figuras com motivos folclóricos, figuras de animais, cenas da vida campestre e facas, cachimbos e artigos de escritório, feitos da presa de um mamute fóssil.

Nos últimos anos foram criadas novas coleções museicas - ícones siberianos, - esta coleção é especialmente valiosa pois inclui os ícones de artistas locais, - de ilustrações livrescas, de cartazes e de cenografia. O ingresso de novos artefatos permitiu criar coleções a parte de arte decorativo-aplicada: entalhaduras em madeira, costura, bordado no tecido e na pele, a ourivesaria. Agora o museu da Yakútia possui uma boa coleção de arte aplicada dos povos setentrionais de um grande valor artístico.

As tarefas que o museu tem em vista são bastante amplas: buscar e apoiar artistas de talento, exibir as suas obras ao público, reunir em torno do museu os mecenas e apreciadores do belo, cuidar de que as melhores obras dos mestres modernos não se dispersem nas coleções particulares mas fiquem nas coleções museicas e, ao mesmo tempo, completar as coleções de arte antiga. Os princípios básicos adotados quando da seleção de artefatos é a sua qualidade, a novidade da língua plástica, a originalidade e a intensidade da expressão artística. As coleções do museu são um resultado consciente do trabalho abnegado de várias gerações de museólogos que têm feito muito na esfera de sistematização, estudo e enriquecimento de coleções de mais diversos tipos.



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